Nome: Alex Hur
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Como você vê o processo de INCLUSÃO, hoje, no Brasil?
R: É um processo longo que está sustentado em três grandes eixos: filosófico humanístico, política democrática progressista e direitos/valores humanos que precisam efetivamente ser investidos para a real modificação do panorama nacional: organização social, políticas públicas, e oportunidade sócio-econômica. Uma questão implica em outra – para conseguirmos uma organização social quer seja da sociedade civil, pais, professores, estas pessoas precisam sair e vencer seus próprios esteriótipos e preconceitos (sair da condição de oprimidos) e conseguirem ter acesso a informação e seus direito e deveres (vencerem os opressores). Se conseguirmos a organização social, criamos força, redes de apoio e interlocuções, portanto faz-se pressão para as políticas públicas atenderem no que de fato a sociedade precisa ser investida, o que chamamos de protagonismo social e empoderamento. Se a sociedade é investida, as oportunidades e desigualdades humanas diminuem e mais pessoas deixam de ser excluídas. Sobrou a questão dos valores, que estão voltados para preservação do planeta e espécie humana, valores antropocêntricos e ecológicos, como por exemplo, Educação para a Paz, Educação Planetária, ainda caminhando mais lentamente, diria apenas midiaticamente. Hoje observamos as pessoas mais organizadas, quer seja em fóruns, e-groups, ONGs, pastoral, etc. Isso é um bom sinal. Às vezes só falamos de Inclusão na educação, mas isso é a ponta do iceberg! E o start para tudo também, porque sem educação não vamos a lugar algum. A questão da organização da estrutura escolar, currículos individualizados e avaliação continuada, já estão mais avançadas, mas há algumas resistências. No MEC, estas discussões estão caminhando e a LDB, vem dando subsídios suficientes para isso. Além dos tratados e acordos internacionais, como o último Congresso Internacional sobre Pessoas com Deficiência de 14 a 25 de agosto de 2006, que o Brasil também é signatário, conseguiram que terminassem com a segmentação do sistema de ensino, tornando um sistema único. Tenho visto de tudo no Brasil, desde escolas que nem sabem o que é Inclusão a escolas que estão discutindo questões Planetárias, o Brasil é cheio de contrastes e não há como todos estarem no mesmo lugar, isso seria também um absurdo. Cada lugar tem seu estilo de aprendizagem próprio, seu tempo, seu contexto, isso precisa ser respeitado, mas isso não impede de que todos possam caminhar juntos, por isso o processo é sistêmico: coletivo e individual.
Att.
Marina Almeida
Consultora de Ed. Inclusiva, Psicóloga e Psicopedagoga
Instituto Inclusão Brasil e Consultório de Psicologia
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