Linguagem de script para complementar os recursos de acessibilidade

"compromisso com a dignidade humana"












Texto normal Auto-Contraste Diminuir o Tamanho da Fonte  Aumentar o Tamnho da Fonte
13 de Agosto de 2013
Educação Inclusiva
A IMPORTÂNCIA DO ESPAÇO DA SALA DE AULA COMO MOTIVADOR NA APRENDIZAGEM DE CRIANÇAS NAS SÉRIES INICIAIS

Daniel Novaes Gomes Pereira

Pedagogo
Instituto Inclusão Brasil

A IMPORTÂNCIA DO ESPAÇO DA SALA DE AULA COMO MOTIVADOR NA APRENDIZAGEM DE CRIANÇAS NAS SÉRIES INICIAIS

 

Daniel Novaes Gomes Pereira- Pedagogo

 

Resumo: Este presente trabalho vem a trazer como discussão a importância do espaço da sala de aula como motivador na aprendizagem de crianças nas séries iniciais, tendo como pressuposto, a interação da criança com o meio, e até que ponto o espaço da sala motiva a aprendizagem. Pois se sabe que crianças com faixa etária de 6 a 10 anos necessitam de bastante estimulo visual, uma vez que a leitura da criança no primeiro momento da sua vida escolar é a leitura de mundo, e de acordo com ELIAS (2000) “o conhecimento não é estático más vivo e dinâmico”. Sendo assim, a pesquisa realizada com sujeitos de 6 a 10 anos, torna possível que se verifique o que se é esperado, que o ambiente da sala interfira de forma positiva na aprendizagem.

 

Palavras-Chave: sala de aula; ambiente; motivar.

 

Abstract: This study intends to discuss the importance of classroom environment in the process of learning of children in the initial grades. The research focus is the children’s interactions with the classroom environment and to what extent such environments motivate learning. It is known that school age children, 6 to 10 year olds, need to have enough visual stimuli, once the way children read in their first school experience is the same way they read the world. According to ELIAS (2000)"the knowledge is not static but dynamic and alive. Therefore, this research will be conducted with children from 6 to 10 years of age, and it is intended to verify what is already assumed, that the classroom environment positively interferes in children’s learning process.

 

Key-Words: motivating, meaningful; classroom environment.

 

 

 

 

 

 

1.         Introdução

 

Motivar o aprendizado das crianças dentro da sala de aula através do seu próprio espaço tornou-se muito importante, pois de acordo com o estudo de MENEGHINI e CARVALHO (2003) Os comportamentos infantis são influenciados pelo ambiente físico e social, fornecido pelos adultos, que os organizam de acordo com seus objetivos pessoais, construídos com base em suas expectativas socioculturais sobre os comportamentos e desenvolvimento infantis. Por outro lado, a criança participa ativamente de seu desenvolvimento através de suas relações com o ambiente físico e social, dentro de um determinado contexto. A criança explora, descobre e inicia ações em seu ambiente; selecionam parceiros, objetos e áreas para suas atividades, mudando o ambiente através de seus comportamentos.

Crianças com faixa etária de 6 a 10 anos necessitam de bastante estimulo visual, uma vez que a leitura da criança no primeiro momento da sua vida escolar é a leitura de mundo e de acordo com ELIAS (2000) “o conhecimento não é estático más vivo e dinâmico”. E ainda se embasando nos estudos de Vygotsky, vemos que a zona de desenvolvimento proximal nada mais é do que o conhecimento que está à volta da criança e que ela irá absorver, e, portanto, em uma sala de aula que estimula a aprendizagem através de recursos visuais é uma sala que leva também em conta a inclusão de alunos especiais uma vez que a criança nesta modalidade necessita de muitos estímulos visuais NERY e BATISTA, (2004).

Sendo assim, uma vez que o sistema de ensino nos dias de hoje é construtivista mesclado de teorias sócio interacionista, buscou-se neste estudo entender até que ponto o espaço físico da sala interfere na aprendizagem da criança e se essa interferência ocorre de forma positiva ou negativa, e então mostrando que a criança é participativa e construtora do seu conhecimento e sua interação com o espaço da sala motivadora faz por si só o aprendizado.

Diante da necessidade de estudar como o meio em que a criança estuda pode interferir na sua aprendizagem, este projeto visa verificar a evolução das crianças através do meio em que elas vivem e estudam, pois de acordo com OLIVEIRA (2008) “todo ambiente, sem exceção, é um espaço organizado segundo certa concepção educacional que espera determinados resultados” e ainda diz que o ambiente define diversas práticas sociais que desenvolvem diferentes competências. Logo, pode-se observar que o estudo do meio para o aprendizado da criança é de suma importância, pois em um ambiente estimulador a criança se sente motivada a aprender e não ficará apenas olhando para uma parede vazia ou estar em uma sala onde não há diferentes ambientes de aprendizagem.

 

2.         Método

 

Sujeitos

Pesquisa realizada com alunos de 6 à 10 anos

 

Instrumentos

Foi Disponibilizado às crianças materiais como livros, cadernos, e diversos jogos pedagógicos, onde através deles foi podido a observação.

 

Procedimentos

Este projeto foi realizado em contexto de salas de aula, em diferentes modalidades de ensino sendo essas Educação especial, Ensino Público e Particular e o foco principal, na brinquedoteca da universidade.

A metodologia utilizada para este projeto foi à coleta de dados através de pesquisa em livros, periódicos, sites e pesquisa de campo, sendo essa realizada através da observação nos diferentes espaços no qual se efetivam o ensino aprendizagem.

A observação se deu através de forma passivo onde o observador não interferiu em momento algum nas relações entre os sujeitos pesquisados.  Ao término de cada período de observação fez-se uma avaliação do coletado para saber se as interações eram positivas ou negativas.

 

3.         Resultados:

Nesta seção, serão apresentados os relatos das observações em cada modalidade de ensino, ressaltando, que se fez necessário observar nos diversos ambientes onde se efetiva a aprendizado para tornar a pesquisa fidedigna.

 

Modalidade: Ensino Particular

As mesas são colocadas em círculo de modo que permita o aluno interagir em grupo, construindo valores como divisão de materiais e espaço entre eles, também há tapete de E.V.A. para realização de atividade lúdica, no mural os alunos fixam seus trabalhos dessa forma são motivados uma vez que ao verem algo que lhes pertence fazendo parte do espaço da sala o torna integrante daquele meio. A pintura de paisagem na parede torna possível que o aluno transporte para a realidade dele algo da sua imaginação tornando para ele um momento único de aprendizado não de disciplinas, mas como pessoa.

Os alunos são divididos em grupos, e cada grupo tem uma criança que é o responsável, esse aspecto é muito importante, pois ajuda a criança a criar independência, porque primeiro tentam resolver os problemas sem a ajuda do professor e caso não consigam o chamam. Outro aspecto que chamou a minha atenção é a cooperatividade entre as professoras e o a boa relação entre todos os funcionários da escola.

Os jogos em grupo de coordenação motora além de trabalharem a parte física do aluno, favorecem a autonomia do aluno, pois, entre eles criam brincadeiras e as comandam, mudam a todo o momento de modo a explorar os ambientes, hora estando na lousa explorando a escrita, hora estando em grupo no chão criando formas de modificarem a brincadeira.

A escola e seus espaços são modificados de acordo com as datas comemorativas, estando no halloween às salas são preparadas com enfeites sobre o tema, e de maneira interdisciplinar a professora o trabalha, sendo em forma de teatro ou em forma de atividades concretas em papel.

As salas são adequadas para receber sua clientela uma vez que a disposição de seus móveis permite que o professor e os alunos transitem livremente por ela, levando em consideração ainda os projetos como o da horta, onde o aluno tem contato com o ambiente externo da sala, sendo permitido que ela aprenda sobre a vida das plantas e o cuidado.

Quanto mais velho vai ficando o aluno, menos se explora a sala de aula, pois até os 10 anos os alunos interagem bastante com os ambientes da sala, só que ao modo na qual vão madurecendo, os professores acabam que não utilizando os espaços da sala. Ao permitir que o aluno tenha autonomia para interagir e explorar os ambientes da sala torna possível que o mesmo traga para a realidade escolar a sua realidade. Outro ponto chave na observação foi ao trabalhar sobre um determinado tipo de planta a professora leva os alunos para buscar a pesquisar na escola folhas da planta, e pesquisar sobre os diferentes tipos de plantas na escola.

Logo, pude observar que os aspectos físicos da escola estão atendendo as necessidades das crianças para que haja um bom desenvolvimento cognitivo e motor dos mesmos uma vez que permite explorar os diferentes espaços presentes na escola.

 

Coleta na Brinquedoteca do campus Jundiaí

Em primeiro momento foi disponibilizado às crianças o ambiente da sala de aula comum da universidade, ao entrarem foi podido observar a expressão de espanto em seus rostos e logo já indagaram como se usa essas cadeiras? Onde estão as carteiras? Como vocês estudam? Então foi explicado a elas que as cadeiras eram juntas com as carteiras e que se apóia o caderno naquele que elas chamaram de braço, então elas responderam que era estranho e que queriam estudar na faculdade, ao serem questionadas sobre o curso falaram que queriam ser estilista, outro queria ser astronauta e a outra queria ser professora.

Ao estarem presentes em um ambiente totalmente diferente como de costume em suas escolas, esperava-se que ficassem acanhadas, mas o que ocorreu foi totalmente o contrário, permaneceram ativas e questionadoras.

Na hora que foi modificado o espaço em forma de circula e permitiu que as crianças utilizassem o espaço da maneira que lhes fosse conveniente, viu-se autonomia da parte delas para explorar todos os recursos disponíveis na sala, e que, portanto ao pensar em uma sala de aula, tem que prestar atenção a adequação do espaço às crianças que por sua vês necessitam de estímulos do meio em que estudam para que de forma autônoma construam seu conhecimento para a vida e não apenas para passar nas avaliações externas e internas, inclusive no vestibular.

Disponibilizado os materias às crianças, foi possível ver que realmente o espaço em que a criança estuda se torna fundamental para a aprendizagem, pois as crianças pegaram o material disponível e criaram diversas situações de ensino-aprendizagem entre elas. Jogaram quebra-cabeça, jogo da memória, brincaram e de escolinha, ensinaram umas as outras as regras dos jogos e por fim foram onde as crianças mais gostam na sala de aula, mas não podem utilizá-lo, pois são proibidos por seus professores, a lousa. Nessa hora uma das crianças estava cm dificuldade em algumas operações matemáticas, então a mais velha a ensinou conta de multiplicação e divisão, provando que as crianças ao interagirem com o ambiente e entre si tornam possível o aprendizado.

 

Modalidade: Educação Especial

Nessa modalidade de ensino os aspectos físicos da sala de aula se tornam crucial para que alunos com autismo possam sem comunicar com o mundo externo, pois o método Treatment and Education of Autistic and related Communication handicapped Chilrem mais conhecido como TEACCH, criado por Eric Schoppler em 1972 no Departamento de Psiquiatria da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, proporciona que através da agenda onde tem sua rotina diária, controle sua ansiedade.

O espaço físico da sala está adequado para o número de crianças, pois uma sala ampla comporta apenas quatro alunos, e o mais interessante é que ao planejarem os espaços das salas de aula tornaram possível que ao olhar pela janela o aluno não visualize apenas os muros da escola, e sim todo o ambiente a sua volta.

Foi podido observar que a disposição dos moveis em sala de aula torna o ambiente favorável ao aprendizado significativo, na atividade Trabalho Independente a disposição dos matérias são dispostos de tal forma que sozinho ele consiga realizar toa a sequencia de atividade. Durante a atividade de Língua Portuguesa, ao pedir para o aluno escrever seu nome, que ele já sabia, o mesmo não se sentiu confiante com o seu conhecimento e olhou na agenda onde estava seu nome com foto para copiar, ou seja, nessa modalidade de educação uma sala que apresenta muita informação visual ao aluno poderá prejudicá-lo.  Nos conteúdos convencionais o professor relaciona os conteúdos com a vivência dos alunos, buscando trazer para dentro da sala de aula o que eles vivem fora dela, um exemplo foi, ao trabalhar o nome das pessoas, e dos animais, o professor buscaram saber quais animais os alunos tinham, e ao trabalhar o nome das pessoas buscou saber o nome dos familiares dos alunos para que eles aprendam o conceito de nome, e para que não esqueçam o nome de seus familiares.

Sendo assim, para alunos com Autismo, o método TEACCH, se torna fundamental, uma vez que permite ao aluno através da agenda fixa na parede veja o que acontecerá durante seu dia de aula, dessa forma ele permanece menos ansioso. Para aqueles alunos que não conseguem se comunicar por meio da fala esse método da um grande passo no que diz repito à comunicação aluno-professor, pois se ele quer ir ao banheiro, ele levanta e pega a fixa de banheiro, e se quer água o mesmo acontece. Para esse método a sala de aula se torna ferramenta positiva para o professor, mas se houver excesso de estímulos visuais esses por sua vez vêm a prejudicar o desenvolvimento do aluno

 

4.         Discussão:

Através da pesquisa realizada em quatro ambientes diferentes de educação, sendo instituições de ensino: público, privado, educação especial e também a pesquisa realizada na brinquedoteca da Universidade, foi possível ver que alguns aspectos que não estão ao alcance do aluno e muito menos do professor interferem para que os espaços sejam aproveitados da melhor forma possível, aspectos esses que estão presentes desde o financiamento até o seu projeto de construção e, portanto, ao relacionar os ambientes observados nas diferentes modalidades de ensino pode ser visto que a disposição física dos materiais na sala de aula na modalidade particular foi visto que as mesas são colocadas em círculo de modo que permita o aluno interagir em grupo, construindo valores como: divisão de materiais e espaço entre eles, também há tapetes de EVA para realização de atividade lúdica, no mural os alunos fixam seus trabalhos dessa forma são motivados uma vez que ao verem algo que lhes pertence fazendo parte do espaço da sala o torna integrante daquele meio. A pintura de paisagem na parede mostra que segundo ELIAS (2000) “o conhecimento não é estático más vivo e dinâmico”. Tornando possível que o aluno transporte para a realidade dele algo da sua imaginação tornando para ele um momento único de aprendizado não de disciplinas, mas como pessoa.

Este mesmo aspecto observado na modalidade de ensino público tem certa fraqueza quanto aos aspectos dos materiais disponíveis para os professores tornarem possível o aprendizado significativo, e a forma que os móveis são posicionados em sala de aula é muito diferente uma vez que na modalidade de ensino público há uma grande preocupação em garantir que todos os indivíduos estejam matriculados e incluídos na sala de aula tornando o espaço super populado e desmotivador, pois acontece o que LIMA apud TIRIBA (2007) disse que os espaços são projetados tanto para crianças quanto para sacos de feijão, ou seja, são projetadas áreas com as quais a capacidade de criar da criança é limitado a um professor a sua frente. As leis que regulamentam e financiam a educação como o caso da LDB e do FUNDEB deveriam antes de tudo averiguar se os espaços de ensino da rede pública estão devidamente preparados para receber o aluno como pessoa permitindo que através dos espaços da sala de aula o ele venha a ser enquanto pessoa aluno e cidadão. Pôde ser visto então que na escola particular seus espaços são mais bem planejados para tornar a vida escolar do aluno significativa, e que na educação pública a grande preocupação está em tirar o aluno da rua e colocar na sala de aula, e não estão preocupados se o número de aluno por sala é maior do que o professor pode suportar.  É uma pena o ensino público tão rico não proporcionar espaços significativos de aprendizagem para seus alunos.

Enquanto na modalidade de ensino Público, os espaços são pouco utilizados por fatores políticos educacionais e por falta de recursos, na modalidade educação especial, torna-se fundamental o uso do ambiente da sala de aula; seus espaços são modificados para que o aluno através do meio saiba o que ele irá fazer ao decorrer do dia. Observou-se que na educação especial que, quanto maior interação o aluno com o ambiente da sala, mais significativo será seu aprendizado, as salas de aula tem seus espaços amplos, e com quatro alunos por sala torna a experimentação dos ambientes favorável para o professor e para o aluno; com alfabeto, números, calendário e agenda fixados nas paredes, torna possível que o aluno se situe no tempo e espaço, uma vez que ele não precisa orientação do professor a todo o momento, tornando-se independente. Nas aulas de psicomotricidade e educação física os ambientes são modificados de forma que os alunos venham construir e aprender de forma cognitiva e no que diz respeito a desenvolvimento físico uma vez que circuitos são montados na sala para que possam executar apenas com o comando do professor e em alguns casos apenas como uma simples explicação. Como foi visto em SKINNER (2006), o condicionamento operante é um processo em que a pessoa se adapta a um novo ambiente, e que, portanto, o comportamento é embasado por suas consequências e por esse motivo as consequências são chamadas de reforços, ou seja, na educação especial se concretiza as idéias do espaço ideal de ensino aprendizagem, pois permite que o aluno venha a desenvolver  como um todo e não apenas cognitivamente.

O espaço da brinquedoteca embora escasso de recursos pudesse ser verificado um aprendizado significativo no que diz respeito à interação da criança com os espaços. A brinquedoteca da Universidade foi transformada em sala de aula comum, aspecto que deixou as crianças espantadas com a sua grandiosidade e com os aspectos da disposição dos móveis, pois ao ser transformado em sala de aula comum frustrou a expectativa dos alunos, uma vez que pesaram no ambiente como uma sala de brinquedo. Na segunda vez que as crianças foram submetidas à brinquedoteca, o ambiente já estava modificado, com jogos significativos, livros vivos, mesas em grupo e cantos com temas diferentes.

Sendo assim, os estudos de SKINNER (2006) sobre o condicionamento operante se cobrem de razão uma vez que houve adaptabilidade da criança aos diferentes ambientes nas diferentes modalidades de ensino e que a motivação na aprendizagem depende sim dos espaços, mas depende também dos estímulos do professor, pois sabendo explorar a sala com atividades significativas o ambiente se torna prazeroso tanto para o indivíduo que ali aprende para o professor que torna sua aula significativa.

Ao observar que, com o passar dos anos a sala de aula vai perdendo seu aspecto interativo, dinâmico fez com que seus alunos vão deixando de gostar da escola por não saberem relacionar o que lá aprendem com o que estão vivenciando na realidade. Para sujeitos com a faixa etária de 6 a 10 anos, os professores utilizam de diversos recursos visuais e os alunos interagiram com os ambientes propostos pelos seus professores, e foram além criando ambientes imaginários, liderando situações de grupo tanto de aprendizagem quanto de atividade lúdica, com tema e regra estabelecidos por eles.

 

5.         Conclusão

Ao decorrer dos anos pôde ser visto que o espaço da sala de aula teve intervenção dos diversos governos e das diversas concepções teóricas, e que começou lá com Platão em seus discípulos nos gymnasium e nos jardins ao ar livre onde os alunos faziam discussões sobre os diversos assuntos da metafísica.

Depois vieram os Jesuítas que devido ao número grande de fiéis viram na escola um ambiente onde poderiam concentrar o maior número de pessoas com maior qualidade, pois não ficavam a mercê do tempo, pois se chovia não tinham como passar seus conhecimentos teológicos aos fiéis.

Com influência das concepções teóricas a escola atual tem passado e ainda passa por diversas transformações em seu espaço da sala de aula, pois como pôde ser visto na teoria tradicional o professor é o detententor de conhecimento, e aos alunos cabia apenas a tarefa de serem receptores passivos, pode-se concluir dessa teoria, portanto, que seus ambientes internos de sala de aula além de desmotivador transformava o indivíduo em um ser egoísta pensando apenas na sua formação como trabalhador e não como cidadão.

Ao decorrer dos tempos à sociedade passou por diversas mudanças no seu comportamento, sendo essas refletidas diretamente na escola e no modo em que seus professores lecionam e como as suas alunos aprendem, e os espaços da sala tornaram então crucial para que o professor ao tornar significativa a aprendizagem, motive o aluno a ficar nela, pois, como foi visto na pesquisa o ambiente planejado, construído pensado nos alunos melhora a interação dos indivíduos entre si e com o ambiente, permitindo que de forma autônoma criem e sejam alunos, pessoas e humanos.

Nos dias de hoje com o construtivismo ou como costumo usar de “novo tradicionalismo” a disposição da sala principalmente na rede pública de ensino continuam a mesma, arcaica e o que foi permitido apenas foi à bagunça em sala de aula. Penso que um sistema de ensino ao modificar seu embasamento teórico não o faça apenas no papel e sim na prática, pois o construtivismo é algo muito belo nos dias de hoje, mas penas que é uma beleza imaginária e inacessível, pois da forma em que a sociedade se encontra daqui uns dias não existirá mais escola, pois todos deixaram de acreditar nela. 

Referências

 

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; História da educação e da pedagogia: geral e Brasil 3.ed ver. E amp. – São Paulo: Moderna 2006 pg. 384 p. 152

 

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília,DF,Senado,1998.Disponíveclem<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm> Acesso em: 29 de Agosto de 2012

 

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, v. 134, n. 248, 23 dez. 1996. Seção 1, p. 27834-27841.

 

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática (1º e 2º ciclos do ensino fundamental).  v. 3. Brasília: MEC, 1997.

 

COLL, César. Aprendizagem escolar e construção do conhecimento / César Coll; trad. Emília de Oliveira Dihel. - Porto Alegre:  Artmed,1994.

 

DELVAL, Juan, aprender a aprender/Juan Delval; Tradução Jonas Pereira Dos Santos – 7º ed. Campinas; São Paulo; Pairus 1998

 

ELIAS, Marisa Del Cioppo. De Emilio a Emilia, a trajetória da educação. São Paulo: Scipione (2000)

 

FERREIRO, Emilia – com todas as letras/ Emilia ferreiro; [retradução e cortejo de textos de Sandra trabucco valenzuela]. -17ed. – são Paulo: Cortez 2011.

 

HOFFMANN; Jussara; Avaliação mediadora; uma prática em construção da pré-escola à universidade/ Jussara Maria.... Hoffmann – Porto Alegre: Mediação, 2009 (Ed.atual.ortog.) 160p.

 

IBGE. Séries estatisticas Disponível em: <http://seriesestatisticas.ibge.gov.br/series.aspx?vcodigo=PD171&sv=4&t=taxa-de-analfabetismo-por-grupos-de-idade > Acesso em: 29 de Agosto de 2012

 

KINNEY, linda. Tornando visível a aprendizagem das crianças/linda kinney, Pat wharton; tradução Magda frança Lopes. – Porto Alegre: Artmed, 2009. 120p. ; 25cm

 

LIMA, Lauro de Oliveira; Introdução à Pedagogia. São Paulo: Brasiliense, 1985. 118p.

 

MENEGHINI, R., CARVALHO, M.C. Arranjo espacial na creche: espaços para interagir, brincar isoladamente, dirigir-se socialmente e observar o outro. Psicologia: Reflexão e Crítica, v.12, p.367-378, 2003.

 

NERY, C. A, BATISTA, C. G. Imagens  visuais como recursos pedagógicos na educação de uma adolescente surda: um estudo de caso. Paidéia, p.287-299, 2004.

 

OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação infantil:fundamentos e métodos.4.ed. São Paulo: Cortez,(2008).

 

PENNA, Marieta Gouvêa de Oliveira. Exercício docente na escola: relações sociais, hierarquias e  espaço escolar. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.34, n.3, p. 557-569,  2008

 

PORTAL MEC. Secretaria de Educação Básica. Disponível em:

<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/eduinfparqualvol1.pdf> Acesso em: 02/09/2012

 

ROSA, Maria da Glória A História da Educação através dos textos, São Paulo, Editora Cultrix 2003 p.315

 

SKINNER, B.F. Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix LTDA, 2002.

 

SIMIANO, Luciane Pandini. Sobre o espaça da brinquedoteca e a produção de sentidos entre crianch


Voltar para Artigos







Confira os principais eventos que a Inclusão Brasil participa.

Ver Galerias


Produzido por
FIRE Mídia
INSTITUTO INCLUSÃO BRASIL

Instituto | Publicações | Downloads | Contato | Mapa do Site

R. Jacob Emmerich, 365 sala 13
Centro - São Vicente - SP - Brasil - CEP 11310-071
Telefone: (13) 3019 - 1443